DESABAFO DA GERAÇÃO Y

Atualizado: 17 de Jul de 2019

Esse é um desabafo não de uma pessoa, mas de uma geração inteira...

Recentemente tenho lido muito a respeito de Cultura Empresarial e Engajamento de Equipes, percebi em meio aos meus estudos que há algo em comum nas grandes empresas mundiais como Apple, Google, Starbucks e Disney.

Todas elas tentam não só atingir, mas superar as expectativas dos seus compradores e acabam transformando seus clientes em Fãs. Esses apaixonados defendem os ideais e produtos dessas empresas com unhas e dentes. Além de fazerem um excelente boca a boca e marketing sem pedir nada em troca.

E quando falo dessa "transformação" dos clientes estou me referindo tanto aos clientes externos quanto aos internos e acredito que é aí a grande sacada dessas empresas de sucesso mundial.

Elas conseguem gerar um sentido, um propósito, no trabalho dos colaboradores. Fazem dos funcionários os seus fãs “número 1”, conseguem com que, não só vistam a camisa, mas tenham orgulho em usa-la.

Mas como conseguir esse tipo de engajamento nos dias atuais?

Já cansei de ouvir das pessoas mais experientes que os problemas do mercado atual estão na geração de jovens trabalhadores, “...Essas gerações não têm futuro, só querem receber dinheiro, só ficam na internet e não querem trabalhar...”

Sou alguém que nasceu em 1990, limite entre as gerações chamadas “Y” e “Z”, fui educado de forma rígida em moldes muitas vezes tidos como antigos, mas ao mesmo tempo, já nasci com um computador ao lado da cama, sabendo das facilidades e da importância do mesmo para o lazer e também para o mundo dos negócios, nasci plugado na World Wide Web. Mas se engana quem pensa que é esse acesso à tecnologia que me difere e difere toda “minha” geração. Nós não queremos trabalhar a vida toda em algo que não gostamos para poder curtir só no final a tal da aposentadoria. Nosso tempo é agora, queremos ter prazer em trabalhar, queremos que nosso suor faça sentido, que a vida possa ter um equilíbrio entre trabalho e lazer e porque não juntar os dois?

Chefes durões que se impõem não conseguem conquistar nosso respeito, podemos apenas suportar pela hierarquia imposta, e aturar pelo salário no fim do mês, mas é claro que essa relação desarmônica não gera engajamento, muito pelo contrário, ela gera distanciamento, e isso é contagioso. Se espalha muito rápido pelos setores e consequentemente por toda a empresa.

Por outro lado, líderes que conquistam nosso respeito, esses sim nos têm nas mãos, somos motivados por eles, que nos servem de inspiração e que nos ensinam através das atitudes e dos bons exemplos. Esses líderes não ficam apenas falando, eles fazem acontecer. Nos mostram que “Missão”, “Visão” e “Valores”, são mais que quadros limpos pendurados nas paredes. Líderes como Steve Jobs e Walt Disney, mostram cada vez mais que estavam a frente do seu tempo, ainda hoje conseguem engajar jovens a trabalhar com paixão. Vemos neles pessoas que fizeram de seu trabalho um legado e a isso sim, DAMOS REAL VALOR.

Esse desabafo é de alguém que trabalha com paixão e que quer trabalhar para líderes inspiradores e que emanam a cultura da sua própria empresa, que acordam com brilho no olhar mesmo em uma segunda-feira fria e nublada.

Antes de criticar as “novas gerações", pense bem: Como está a liderança da sua empresa? Será que você é um líder que inspira seus colaboradores, ou fica olhando o relógio e torcendo pela sexta-feira?

Não queremos felicidade de final de semana, queremos ela todos os dias !!!


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